Agora, quando já não me apetece olhar mais para este ecran, há ainda que fazer um balanço deste percurso, mas ao correr do teclado, sem demasiadas preocupações sistemáticas dado o adiantado da hora.
Do pior:
♦ a sensação de algum abismo entre o gigantismo do MAABE e a realidade quotidiana na escola: a percepção da diferença entre as expectativas e a importância do PB e da BE no quotidiano da escola e o que o MAABE espera de nós; o tempo e os recursos para proceder a uma avaliação com tantas evidências, que é evidente que muito do que lá está será impraticável em muitos contextos/escolas;
♦ uma quadratura do círculo: um MAABE que quer que integremos a BE na escola (desde a prática até à avaliação), flexibilizemos a aplicação e estandardiza demasiado (será que se eu colocar os “tais autocolantes” por toda a BE da minha escola não pensarão que é somos uma filial da RBE?);
♦ um design formativo em regime de linha de montagem, inadequado a meu ver, para o objecto em causa, entalado na minha agenda profissional entre um seminário de e-learning em Malta, uma coordenação de uma conferência Comenius, uma organização de um intercâmbio de estudantes , uma AO intermitente na BE e a necessidade de actualizar diariamente o Bibliblog, dada a quantidade de materiais para editar/publicar.
Do melhor:
♦ o não ter desistido, apesar de tudo, por uma questão profissional e deontológica e muita teimosia;
♦ a oportunidade que a implementação do MAABE poderá constituir para clarificar a percepção e as expectativas da escola em relação à sua biblioteca;
♦ a reflexão sobre as minhas práticas ao longo destes anos; a constatação de que algumas coisas não estão assim tão mal e onde posso melhorar;
♦ alguma troca de experiências ainda que demasiado virtual com os outros PBs.
E agora…?
Agora é passar a fazer outras coisas de madrugada, nomeadamente dormir, e em Janeiro logo veremos como tudo isto funciona no mundo real.








Ao reler os objectivos e as instruções para a realização da tarefa, interrogo-me se os consegui alcançar. Uma análise crítica pode oscilar entre o paradigma da síntese descritiva ou o da confrontação crítica com uma realidade no terreno. Talvez o longo tempo já passado num só terreno e a fraca apetência pela literatura da especialidade me tenha feito investir muito mais texto nesta última. 
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